O comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 0,2% nas vendas em maio, na comparação com abril. Apesar da retração pontual, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (8), mostram que o setor continua em crescimento no acumulado do ano: alta de 2,2% em 2025 e de 3% nos últimos doze meses.
Já no chamado varejo ampliado – que inclui veículos, motos e material de construção –, o movimento foi positivo: as vendas cresceram 0,3% em maio e acumulam alta de 2,4% no ano.
Entre os setores com melhor desempenho estão móveis e eletrodomésticos, que cresceram 2%, e artigos de farmácia e perfumaria, com avanço de 1,7%. Supermercados, tecidos, vestuário e calçados também tiveram resultados positivos.
Segundo o IBGE, na prática, isso significa que o consumidor tem encontrado mais ofertas e variedade em itens essenciais e duráveis, como alimentos, remédios e eletrodomésticos. A movimentação aquece o mercado, gera empregos e impulsiona economias locais.
Por outro lado, setores como combustíveis, papelarias e artigos de uso pessoal registraram queda, o que pode indicar mudança de hábitos de consumo ou desaceleração em áreas específicas, avalia o instituto.
No cenário nacional, 20 das 27 unidades da federação tiveram queda nas vendas em maio. Tocantins, Rio Grande do Norte e Santa Catarina lideraram as maiores retrações. Já estados como Roraima, Rio de Janeiro e Sergipe registraram avanço.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo