O Sistema Nacional de Análise Balística, o Sinab, coordenado pelo Ministério da Justiça, ultrapassou 100 mil perfis balísticos cadastrados. O banco reúne informações de projéteis e estojos recolhidos em investigações criminais em todo o País. Cada novo registro aumenta a capacidade de identificar armas usadas em diferentes ocorrências e de relacionar casos que, à primeira vista, não teriam ligação.
Os dados são analisados por peritos criminais e inseridos no sistema por laboratórios de perícia oficial integrados à rede nacional. Segundo o governo federal, o marco reforça o uso de evidências técnico-científicas para apoiar inquéritos policiais. O Sistema utiliza padrões internacionais de análise balística, com registro digital das marcas deixadas pelas armas em munições.
Com isso, é possível verificar se a mesma arma foi utilizada em crimes distintos, independentemente do estado ou do período em que aconteceram. O governo destaca que, além de ampliar o número de registros, é fundamental garantir a qualidade técnica das informações, com procedimentos padronizados, equipes qualificadas e rigor na cadeia de custódia.
O Sinab funciona como uma rede integrada que conecta laboratórios de balística de todo o Brasil, com cruzamento de dados entre regiões.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lademir Filippin