Brasil e cinco países defendem respeito à vontade do povo venezuelano
Além do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha manifestaram, nesse domingo (4), preocupação e rejeição às ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano. Países demonstraram preocupação com qualquer tentativa de controle externo sobre recursos naturais ou estratégicos da Venezuela.
05/01/2026
|
09:02
compartilhar notícia
Ouça na íntegra:
Download
transcrição

A situação na Venezuela se agravou neste fim de semana após um ataque militar em larga escala realizado pelos Estados Unidos. Bombardeios atingiram Caracas e outras cidades na madrugada de sábado, dia 3 de janeiro.

Segundo informações divulgadas pelo governo norte-americano, a operação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, que teriam sido retirados do país.

Os ataques e a retirada do chefe de Estado provocaram reação imediata de governos da América Latina e da Europa, diante do impacto político, humanitário e institucional da ação.

Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, nesse domingo, 4 de janeiro, uma posição conjunta sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. No comunicado, os países manifestaram preocupação e rejeição às ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a nota, essas ações contrariam princípios do direito internacional, como o respeito à soberania, à integridade territorial dos Estados e à proibição do uso da força, previstos na Carta das Nações Unidas. O grupo avalia que os fatos representam risco à população civil e um precedente para a segurança regional e internacional.

Os governos também afirmam que a crise venezuelana deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, sem interferência externa. O documento ressalta que uma solução duradoura depende de um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos.

A nota reafirma ainda o compromisso da América Latina e do Caribe como zona de paz e defende a atuação das Nações Unidas e de outros mecanismos multilaterais para reduzir tensões na região.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo