O Ministério da Saúde recebeu, em Guarulhos, o primeiro lote de insulina glargina produzido no Brasil por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo. São 2,1 milhões de unidades que reforçam o estoque do SUS para pessoas com diabetes tipos 1 e 2.
A tecnologia do medicamento está sendo transferida para Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, com produção viabilizada pela empresa brasileira Biomm. Até dezembro, o Ministério da Saúde deve receber mais 4,7 milhões de unidades, totalizando R$ 131 milhões em investimentos neste ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto prevê também a produção nacional do ingrediente farmacêutico ativo, etapa inédita na América Latina. A fabricação irá ocorrer na planta de Bio-Manguinhos no Ceará.
Segundo a Fiocruz e o Ministério da Saúde, a iniciativa fortalece a capacidade produtiva nacional, reduz a dependência externa e amplia a segurança do abastecimento para o SUS. Quando todo o processo estiver concluído, o país deverá produzir cerca de 70 milhões de unidades de insulina glargina por ano.
Além disso, segue em andamento outra parceria para produzir insulinas NPH e Regular, com expectativa de chegar a 8 milhões de unidades até 2026. O SUS oferece hoje quatro tipos de insulina, além de medicamentos orais, para o tratamento integral das pessoas com diabetes.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade