Relatório aponta crescimento de 11% de mulheres no mercado de trabalho
Dados são do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27), pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego
27/04/2026
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As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado em empresas com 100 ou mais empregados. Por outro lado, o número de mulheres empregadas cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras. Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi de 29%, 1 milhão a mais de mulheres ocupadas. 

Os dados são do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27), pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego.

O relatório foi feito como base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.

Também houve aumento no número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras, de 3,6% em relação a 2023.

A massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%. O salário médio, segundo o levantamento, é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.

A desigualdade salarial aumentou um pouco. Em 2023, as mulheres recebiam 13,7% a menos no salário mediano de contratação; agora, a diferença é de 14,3%. O relatório também aponta avanços em políticas internas das empresas entre 2023 e 2025. Por exemplo, aumento na oferta de jornada flexível e de auxílio-creche. Também cresceram as licenças-maternidade e paternidade estendidas.

A proporção de empresas que afirmam promover mulheres também aumentou, passando de 38,8% para 48,7%. Em relação à contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família, os números permaneceram estáveis. Mas houve crescimento na contratação de mulheres indígenas, de 8,2% em 2023 para 11,2% em 2025, e de mulheres vítimas de violência, de 5,5% para 10,5%.

Os estados com menor desigualdade são Acre, Piauí, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amapá. Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Danielle Popov.