A Receita Federal divulgou a nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2026, já em vigor desde 1º de janeiro, com impacto direto nos salários pagos a partir de fevereiro. A principal mudança é a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual do imposto para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. A estimativa do Governo do Brasil é de que 16 milhões de pessoas sejam beneficiadas com as novas regras.
A tabela tradicional do IR permanece a mesma de 2025, mas a Receita passou a aplicar redutores adicionais para garantir o benefício até o limite de R$ 7.350. Ficam isentos trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados e pensionistas, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. Quem tem mais de uma fonte de renda poderá precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a esse valor. A regra também vale para o 13º salário.
Além das mudanças mensais, a Receita também vai aplicar isenção e redução no cálculo anual: haverá isenção para rendimentos tributáveis de até R$ 60 mil em 2026 e desconto gradual para rendas de até R$ 88,2 mil. Para compensar a perda de arrecadação, o governo criou o Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo, que atinge contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil, e também determinou a tributação de dividendos com retenção de 10% quando superarem R$ 50 mil por mês pagos por uma única empresa.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília Claudimário Carvalho.