A Previdência Social concedeu, em 2025, mais de 4 milhões e 100 mil benefícios por incapacidade temporária no Brasil. O número representa um crescimento de 15,2% na comparação com 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Do total de benefícios concedidos, 94,5% foram previdenciários, quando o afastamento não tem relação com o trabalho. Os benefícios acidentários, ligados ao ambiente de trabalho, corresponderam a 5,5%. Na comparação com o ano anterior, os auxílios acidentários cresceram 26,1%, enquanto os previdenciários tiveram aumento de 14,6%.
De acordo com a pasta, o aumento está associado a fatores como crescimento do número de segurados, aprimoramento dos processos de concessão e ações para redução de filas.
As principais causas de afastamento do trabalho em 2025 foram dores nas costas e problemas de coluna, seguidas por fraturas na perna e transtornos ansiosos. Também aparecem entre os motivos lesões no ombro, episódios depressivos, fraturas nos braços, mãos e pés, além de períodos de convalescença.
Na análise por grupos de doenças da Classificação Internacional de Doenças (CID), as lesões e consequências de causas externas lideraram entre os benefícios acidentários, seguidas por doenças do sistema osteomuscular e transtornos mentais.
Entre os benefícios previdenciários, as doenças osteomusculares ocuparam a primeira posição, seguidas pelas lesões e pelos transtornos mentais. Esses três grupos de doenças concentraram cerca de 62% de todas as concessões por incapacidade temporária no ano.
Os dados se referem apenas aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social concedidos para afastamentos superiores a 15 dias e não incluem servidores de regimes próprios nem afastamentos de curta duração.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé