Orelhões entram em desativação e marcam fim da telefonia pública no Brasil
Concessões da telefonia fixa se encerram e empresas deixam de ser obrigadas a manter telefones públicos, que seguem apenas em áreas sem cobertura móvel.
23/01/2026
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Símbolos urbanos por décadas, os orelhões começaram a entrar em processo de desativação em todo o país. Com o fim das concessões da telefonia fixa em dezembro de 2025, as empresas deixaram de ser obrigadas a manter os telefones de uso público. Hoje, cerca de 38 mil ainda existem no Brasil, mas a tendência é de retirada gradual, marcando a transição definitiva da telefonia pública para as redes móveis.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não há norma que obrigue a remoção imediata dos aparelhos não essenciais, mas a agência avalia pedir às operadoras planos de retirada. Usuários podem solicitar a remoção diretamente às empresas e, em caso de negativa, registrar reclamação na Anatel. As prestadoras também se comprometeram a investir em infraestrutura, como expansão da rede móvel, implantação de fibra óptica, instalação de antenas 4G em áreas sem cobertura e conectividade em escolas públicas.

Cerca de nove mil orelhões devem ser mantidos até 2028 em localidades onde a cobertura de celular ainda é deficiente. Nesses pontos, os aparelhos precisam permitir chamadas locais e nacionais gratuitas para telefones fixos quando não houver cartões disponíveis. Para a Anatel, a quase extinção dos orelhões reflete o avanço das redes móveis e de fibra óptica no país.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.