A partir do Pelotão Especial de Fronteira de Surucucu, forças federais intensificaram operações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A ofensiva mais recente ocorreu entre 16 e 31 de janeiro e envolveu monitoramento, fiscalização e patrulhamento em áreas como Rangel, Surucucu, Xiteí e Parima, com atuação integrada da Força Nacional de Segurança Pública, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de outros órgãos.
Durante 15 dias, foram realizadas 120 ações, com destruição de acampamentos, motores, embarcações, geradores, antenas de internet, além da inutilização de combustíveis e minério. Três garimpeiros foram detidos e encaminhados à Polícia Federal em Boa Vista. As equipes também atuaram fora do território indígena, com abordagens, fiscalização de veículos e postos de combustíveis, para restringir a logística do garimpo.
Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam que, entre março de 2024 e fevereiro de 2026, a área de garimpo na Terra Indígena Yanomami caiu 98,9%, de cerca de 4.570 hectares para aproximadamente 50 hectares. O balanço aponta que a presença permanente das forças de segurança tem sido decisiva para impedir o retorno das atividades ilegais e manter as áreas desativadas.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lademir Filippin