O protagonismo feminino marca a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, o CPNU2. Das 42.499 pessoas convocadas para a fase discursiva de domingo (7), 24.275 são mulheres, o equivalente a 57% do total. A ação afirmativa de equidade de gênero, aplicada quando mulheres representavam menos de metade dos classificados em determinados cargos, aumentou as convocações femininas sem reduzir vagas de homens aprovados.
O Ministério da Gestão destaca que a medida corrige distorções identificadas no CPNU 1, quando mulheres eram maioria nas inscrições, mas ficaram com apenas 37% das aprovações finais. No cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa, por exemplo, 731 mulheres adicionais foram incluídas, equilibrando a participação. A presença feminina também cresce em todas as regiões, com destaque para Sudeste e Nordeste, e se distribui nos principais blocos temáticos, como Administração e Seguridade Social.
O CPNU 2 também fortalece a diversidade ao aplicar integralmente a nova Lei de Cotas, destinando 35% das vagas a pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência. Todas as modalidades estão representadas entre os classificados para a segunda fase. Para dar mais acessibilidade houve provas em braile, videoprovas em Libras e mesas adaptadas. Também, teve salas de amamentação e atendimento especializado para gestantes, lactantes e pessoas com dispositivos médicos.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do governo federal, buscou-se democratizar territorialmente o acesso às carreiras públicas ao permitir que as provas sejam realizadas em um raio de até 100 km da residência da pessoa candidata. Nesta edição, a aplicação dos exames está garantida em todos os 228 municípios, cobrindo todas as regiões do país, e há pessoas aprovadas para a segunda fase em todos os estados e no Distrito Federal.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.