Membrana amniótica terá uso ampliado em tratamentos pelo SUS
Tecnologia regenerativa visa acelerar a cicatrização de lesões por diabetes, além de possibilitar a redução de infecções e dores. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente.
16/04/2026
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O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados pelo SUS. A tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares, com expectativa de beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, tem ação anti-inflamatória e cicatrizante e pode acelerar a recuperação. No caso do pé diabético, a cicatrização das feridas pode ser até duas vezes mais rápida em comparação aos curativos convencionais. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Já no tratamento de alterações oculares, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, principalmente nos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo