MCom instala laboratório de informática para povos tradicionais na COP30
Espaço montado na Casa Maraká, em Belém (PA), será um legado para jovens da Amazônia aprenderem novas tecnologias e promoverem inclusão digital.
07/11/2025
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Indígenas, ribeirinhos, quilombolas e ativistas que estarão na COP30, em Belém, ganharam um novo espaço para produzir conteúdo e se comunicar com o mundo. O Ministério das Comunicações instalou um laboratório de informática na Casa Maraká, equipado com 30 computadores recondicionados pelo Programa Computadores para Inclusão, em parceria com o Instituto Gustavo Hessel e o Centro de Recondicionamento de Computadores de Belém.

O objetivo do governo federal é fortalecer a inclusão digital e ampliar a participação dos povos da Amazônia durante a conferência do clima. A Casa Maraká é um centro de comunicação e cultura criado pela Mídia Indígena para dar visibilidade às vozes dos povos originários por meio da produção audiovisual, formação de comunicadores e exposições. Durante a COP30, além de espaço de produção, o local vai acolher delegações de diversas regiões.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o laboratório permanecerá ativo após a conferência do clima, e vai oferecer cursos de informática e formações em tecnologia para jovens da Amazônia.

O Programa Computadores para Inclusão já reaproveitou mais de 1 milhão de equipamentos, transformando o que seria descartado em oportunidades para escolas públicas e comunidades tradicionais de todo o país. Até agora, mais de 65 mil computadores foram doados e 5 mil pontos de inclusão digital foram criados.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade