Em visita oficial a Moçambique nesta segunda-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a viagem simboliza o “recomeço de uma história que nunca deveria ter parado de acontecer”, marcando a retomada e o fortalecimento das relações entre os dois países, que completam 50 anos de diplomacia. Ao lado do presidente moçambicano, Daniel Chapo, Lula destacou a importância histórica e estratégica da parceria, e lembrou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência de Moçambique, em 1975.
Durante a cerimônia em Maputo, Brasil e Moçambique assinaram nove acordos de cooperação, com abrangência em áreas como saúde, educação, diplomacia, agricultura, empreendedorismo, aviação civil, assistência jurídica, promoção comercial e desenvolvimento agroflorestal. Lula afirmou que é possível ir além, e defendeu a ampliação de linhas de crédito e uma maior participação de empresas brasileiras em obras de infraestrutura moçambicanas, como portos, estradas e usinas.
O presidente brasileiro também reforçou a intenção do país de participar da produção de medicamentos no país africano, colaborar na segurança alimentar e apoiar iniciativas de transição energética, com foco em biocombustíveis e preservação de biomas. Outro ponto mencionado foi o combate ao crime organizado, área em que Lula ofereceu cooperação técnica da Polícia Federal.
Moçambique é hoje o maior beneficiário da cooperação brasileira na África, com dezenas de projetos em andamento por meio da Agência Brasileira de Cooperação. O comércio bilateral chegou a US$ 40,5 milhões em 2024, com destaque para exportação de carnes brasileiras e importação de tabaco moçambicano. A agenda de Lula inclui ainda encontro empresarial e a entrega do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Pedagógica de Maputo.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo