Quem interrompe as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por um longo período pode perder a qualidade de segurado e ficar sem acesso a benefícios previdenciários, como auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade. Em regra, a proteção é mantida por até 12 meses após o fim da atividade remunerada, prazo que pode ser ampliado em situações previstas na legislação.
De acordo com o INSS, quem perde essa condição precisa voltar a contribuir para recuperar o direito a alguns benefícios, cumprindo parte da carência exigida. Mesmo nos casos em que a carência não é obrigatória, como para trabalhadoras empregadas no salário-maternidade, a qualidade de segurado continua sendo requisito para receber o benefício.
Para quem está sem exercer atividade remunerada, a contribuição como segurado facultativo evita a perda da cobertura previdenciária. Além de garantir acesso aos benefícios do INSS, manter as contribuições em dia também evita atrasos na aposentadoria, já que apenas os períodos com recolhimento são considerados no cálculo do tempo de contribuição.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.