Influencer acusado de crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil é preso preventivamente
Mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba; prisão faz parte da Operação Justiça em Ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
15/08/2025
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O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente nesta sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Eles são acusados de tráfico humano e exploração sexual infantil. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba. O Ministério Público do estado informou que os presos devem passar por audiência de custódia neste sábado, 16 de agosto.

A prisão faz parte da Operação Justiça em Ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio do Ciberlab, o Laboratório de Operações Cibernéticas. O laboratório trabalhou na elaboração de relatórios técnicos de inteligência cibernética, no mapeamento de fluxos financeiros e digitais e na identificação de perfis e conteúdos ilícitos no ambiente virtual. O material contribuiu para a localização dos investigados e a obtenção de provas digitais.

Hytalo é investigado, desde 2023, pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais. O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre casos de adultização de crianças e adolescentes.

Nos últimos dias, a Justiça paraibana decretou dois mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos em endereços ligados ao influenciador, que não foi localizado pelas equipes da Polícia Militar e oficiais de Justiça.

Também foi determinada a suspensão de todos os perfis em redes sociais de Hytalo, com cancelamento da monetização dos vídeos publicados envolvendo crianças e adolescentes e o afastamento imediato do influencer dos menores de idade listados na ação, com proibição de qualquer tipo de contato, enquanto durar o processo.

Com supervisão de Ana Gabriella Sales, da Agência Rádio Gov, em Brasília, Estefania Lima.