O governo brasileiro informou, por meio de nota à imprensa, que acompanha com atenção a decisão da China de aplicar medidas de salvaguarda às importações globais de carne bovina. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro e tem duração prevista de três anos.
Pelo novo mecanismo, foi estabelecida uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%.
Segundo o governo, o tema está sendo tratado de forma articulada com o setor privado. As discussões ocorrem tanto no âmbito bilateral quanto na Organização Mundial do Comércio, com o objetivo de reduzir os impactos da medida sobre produtores e trabalhadores do setor.
As salvaguardas são instrumentos previstos nas regras da Organização Mundial do Comércio e podem ser adotadas em casos de aumento expressivo das importações. Elas não se destinam a coibir práticas desleais e se aplicam a produtos de todas as origens.
Em 2024, a China foi responsável por mais da metade das exportações brasileiras de carne bovina. O Brasil é, atualmente, o principal fornecedor do produto para o mercado chinês.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lademir Filippin