Garimpo ilegal cai 98,7% na Terra Yanomami
A marca de 9 mil operações de segurança aponta a forte presença do Estado no território e a consequente queda da atividade ilegal. Governo destaca que o esvaziamento da atividade ilegal reduziu conflitos e possibilitou a retomada de atividades tradicionais das comunidades, como roças e pesca.
13/01/2026
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O combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami provocou uma queda de quase 99% na área ocupada por invasores. Entre março de 2024 e janeiro de 2026, a atividade caiu de 4.570 hectares para pouco mais de 56 hectares, segundo dados do Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia, órgão responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia.

De acordo com o governo federal, a redução é resultado das cerca de 9 mil operações de segurança realizadas no período, com maior presença do Estado no território. As ações atingiram diretamente a estrutura econômica do garimpo ilegal. Segundo o governo, os prejuízos são estimados em mais de R$ 640 milhões.

As ações envolveram bloqueio de rotas logísticas, fiscalização terrestre, fluvial e aérea, e destruição de estruturas de apoio. Ao todo, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e mais de 760 acampamentos. Também houve apreensão de embarcações, motores, combustíveis e equipamentos.

Nos dois anos, 249 quilos de ouro e 232 quilos de mercúrio foram apreendidos. O governo destaca que o esvaziamento da atividade ilegal reduziu conflitos e possibilitou a retomada de atividades tradicionais das comunidades, como roças e pesca.

O governo anuncia que o enfrentamento entra agora em fase de monitoramento permanente para evitar novas ocupações na região.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé