Fundo Amazônia investe R$ 96,5 milhões para ampliar mercado de produtos da floresta
Projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva” fortalece agricultura familiar e atividades sustentáveis na região amazônica.
10/12/2025
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O governo federal lançou, na terça-feira (9), o projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, que vai destinar R$ 96,5 milhões do Fundo Amazônia para ampliar o acesso de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares aos mercados de alimentos e produtos da sociobiodiversidade.

O contrato foi assinado entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. No projeto está previsto o apoio a sistemas produtivos como açaí, castanha, mel, borracha extrativa, pescados artesanais e farinha de mandioca.

Do total, R$ 80 milhões vãos ser aplicados diretamente em projetos de organizações comunitárias, com até R$ 2,5 milhões por projeto, para logística, beneficiamento, armazenagem e acesso a energia renovável. Outros mais de R$ 16 milhões vão estruturar políticas públicas de promoção da produção sustentável, como o Programa de Aquisição de Alimentos e ações voltadas à sociobiodiversidade. O projeto também reforça a infraestrutura das superintendências regionais da Conab na Amazônia Legal, garantindo apoio técnico e operacional.

Segundo os gestores, a iniciativa contribui para reduzir o desmatamento, gerar emprego e renda, e melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a floresta em pé representa mais valor econômico e social do que sua exploração, e o projeto busca fortalecer o desenvolvimento sustentável e a inclusão social e a soberania econômica na região.

Mais informações sobre os projetos apoiados pelo Fundo Amazônia estão disponíveis aqui.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho