FMI: Bolsa Família não reduz participação feminina no mercado de trabalho
Estudo aponta que programa não desestimula ingresso de mulheres no mercado. Mais de 84% das famílias atendidas são chefiadas por mulheres.
13/02/2026
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Estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o Bolsa Família não reduz de forma sistemática a participação das mulheres na força de trabalho. A análise utilizou dados da PNAD-Contínua do IBGE.

Em fevereiro, dos mais de 18,8 milhões de famílias atendidas pelo programa, cerca de 15,9 milhões são chefiadas por mulheres, o equivalente a 84,4% do total. Segundo o FMI, reduzir pela metade a diferença de participação entre homens e mulheres até 2033 pode elevar o crescimento anual do país em cerca de 0,5 ponto percentual. O estudo aponta ainda que tarefas domésticas e cuidados familiares estão entre os principais fatores que afastam mulheres do mercado.

Levantamento do Ipea concluiu que o aumento do valor mínimo do benefício, adotado desde 2023, não incentivou a migração de trabalhadores do emprego formal para o informal. O Bolsa Família transfere renda às famílias de baixa renda e prevê valores adicionais por criança na primeira infância, gestantes, nutrizes e jovens de até 18 anos incompletos.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lademir Filippin