Uma pesquisa desenvolvida por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) pode tornar mais precisos os alertas de enxurradas no Brasil. O estudo usa inteligência artificial para melhorar a previsão de enchentes rápidas, que estão entre os desastres naturais mais difíceis de prever.
A novidade é que o sistema não calcula apenas o comportamento dos rios, mas também o grau de confiança das previsões. Isso ajuda equipes da Defesa Civil e gestores públicos a tomarem decisões com mais segurança em situações de risco.
O trabalho analisou mais de 73 mil registros hidrometeorológicos e utilizou dados de chuva por radar e medições do nível da água. A metodologia foi testada na bacia do rio Bengalas, em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, área historicamente afetada por desastres naturais.
A pesquisa também criou uma base pública inédita com cinco anos de dados hidrometeorológicos de alta resolução, fortalecendo a ciência aberta e o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à prevenção de desastres. Segundo os pesquisadores, a expectativa é que o modelo contribua para aprimorar os sistemas de alerta precoce do Cemaden e ampliar a proteção da população diante de eventos extremos provocados pelas mudanças climáticas.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo