O Ministério da Educação anunciou que, a partir de 2026, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará a ser utilizado também para a avaliação da qualidade do ensino médio no país. A mudança foi apresentada neste domingo durante o balanço do Enem 2025.
A proposta será implementada em cooperação entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e as redes estaduais de ensino, para oferecer um diagnóstico mais completo da educação básica.
Segundo o Ministério, todos os estudos técnicos já foram concluídos para que o exame possa desempenhar essa nova função. O objetivo é aproveitar a ampla participação dos estudantes do 3º ano do ensino médio no Enem, assegurando indicadores mais consistentes sobre aprendizagem e desempenho.
Outra informação divulgada é que o Inep estuda aplicar, já em 2026, uma versão do Enem em português em países do Mercosul. As possíveis cidades de aplicação são Buenos Aires, Montevidéu e Assunção. Os detalhes serão definidos e anunciados antes da abertura das inscrições da próxima edição.
Durante a coletiva, o MEC também apresentou números do Enem 2025: cerca de 4,8 milhões de inscritos e aproximadamente 70% de presença nos dois dias de prova. A aplicação ocorreu conforme o planejado, com apoio de equipes de segurança, logística e mobilização, envolvendo cerca de 585 mil colaboradores em todo o país.
Os gabaritos do segundo dia vão ser divulgados em 20 de novembro, e os resultados finais saem em janeiro de 2026. O prazo para solicitar reaplicação começa nesta segunda-feira e vai até 21 de novembro, ao meio-dia. As provas reaplicadas acontecem nos dias 16 e 17 de dezembro, incluindo participantes afetados por desastres naturais.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé