Em coletiva a jornalistas, Lula comenta política internacional
Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (18), presidente disse que é preciso aguardar a conclusão da Cúpula da União Europeia para analisar a possibilidade de assinatura do acordo entre os dois blocos ainda este ano. Lula ainda comentou as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, o governo mantém negociações e avalia medidas de reciprocidade caso não haja avanço nas tratativas.
19/12/2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nessa quinta-feira (18), que o Brasil vai aguardar a conclusão da Cúpula da União Europeia, em Bruxelas, para avaliar a possibilidade de assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia ainda este ano.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, uma definição pode ocorrer no próximo sábado, durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Foz do Iguaçu.

Lula disse que, do ponto de vista do Mercosul, as negociações estão concluídas e que o bloco está disposto a firmar o acordo, mesmo sem atender a todas as demandas apresentadas pelos países sul-americanos. O presidente destacou que as tratativas se arrastam há mais de duas décadas e defendeu a importância do acordo como sinal de fortalecimento do multilateralismo no comércio internacional.

Durante a coletiva, Lula comentou a resistência de alguns países europeus, como França e Itália, e afirmou ter mantido conversas recentes com lideranças desses países para tratar do tema.

O presidente também abordou outros assuntos da política internacional. Sobre as tensões envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos, disse que o Brasil tem defendido o diálogo como caminho para evitar conflitos na região e relatou conversas com os presidentes Nicolás Maduro e Donald Trump.

Lula ainda comentou as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, o governo mantém negociações por meio de um comitê interministerial e avalia medidas de reciprocidade caso não haja avanço nas tratativas.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé