O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome em 2025. O anúncio foi feito em julho pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). O resultado considera a média dos anos de 2022, 2023 e 2024 e coloca o país abaixo do limite de 2,5% da população em risco de subnutrição ou sem acesso regular à alimentação.
Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) indicam que, em 2024, o país registrou a menor taxa de fome da série histórica. Em 2023 e 2024, 26,5 milhões de pessoas deixaram a situação de fome. Os domicílios em insegurança alimentar grave somaram 3,2%.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou que o resultado está ligado à prioridade dada ao tema na agenda pública, com políticas voltadas à redução da pobreza, geração de emprego e renda, apoio à agricultura familiar, fortalecimento da alimentação escolar e ampliação do acesso à alimentação adequada.
Entre as ações, houve expansão do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Em 2023, 536 municípios integravam o sistema. Em 2025, o número superou 2 mil. Em 2024, quase 92% das cidades com mais de 500 mil habitantes contavam com estruturas de segurança alimentar e nutricional.
Também foi aprovado o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que define 18 estratégias intersetoriais, oito eixos estratégicos e 219 iniciativas até 2027.
O Plano Brasil Sem Fome entrou na segunda fase, com foco no aprofundamento das ações de enfrentamento à pobreza e à insegurança alimentar. Segundo dados divulgados em 2025 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país registrou, em 2024, os maiores avanços em renda e redução da desigualdade em três décadas, com queda expressiva da extrema pobreza.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé