Divórcios recuam no país após três anos de alta
Brasil registra queda nos divórcios em 2024, enquanto casamentos voltam a crescer e nascimentos seguem em baixa pelo sexto ano seguido.
11/12/2025
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O país contabilizou 428,3 mil divórcios em 2024, uma redução de 2,8% depois de três anos de alta. É a primeira queda desde 2020, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quarta-feira (10). Quatro grandes regiões registraram recuo, com destaque para o Centro-Oeste, enquanto o Norte foi a única com aumento. Pela primeira vez, a guarda compartilhada superou a guarda exclusiva da mãe nos divórcios judiciais envolvendo filhos menores, movimento associado à legislação de 2014 que prioriza a responsabilidade conjunta dos pais.

Os casamentos civis cresceram 0,9% no período, mas ainda não alcançaram o nível pré-pandemia. As uniões entre pessoas do mesmo sexo bateram recorde, com mais de 12 mil registros e aumento de quase 9% em relação ao ano anterior. A idade média ao casar avançou tanto entre casais de sexos diferentes quanto nas uniões homoafetivas, e o número de casamentos envolvendo ao menos um dos cônjuges divorciado ou viúvo chegou a 31% do total.

A natalidade manteve trajetória de queda e somou 2,38 milhões de nascimentos em 2024, 5,8% a menos que em 2023. O número de mães com até 24 anos caiu de forma expressiva em vinte anos e representa hoje pouco mais de um terço dos registros. Já os óbitos aumentaram 4,6% e ultrapassaram 1,49 milhão, com predominância de mortes por causas naturais entre idosos. As causas externas continuam afetando majoritariamente os homens, especialmente jovens de 15 a 29 anos.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.