Custo da dívida pública anual registrou queda, aponta Tesouro Nacional
No acumulado em 12 meses, caiu de 12,07% ao ano, em janeiro, para 11,90% anual, em fevereiro. Relatório Mensal da Dívida Pública Federal referente a fevereiro de 2026 também mostra que o Brasil teve uma melhora na percepção de risco.
27/03/2026
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O Brasil teve uma melhora na percepção de risco em fevereiro, com desempenho melhor que o de outros países emergentes. É o que mostra o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal referente a fevereiro de 2026, produzido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo o documento, o custo da dívida pública registrou queda; no acumulado em 12 meses, caiu de 12,07% ao ano, em janeiro, para 11,90% anual, em fevereiro.

Ainda de acordo com o relatório, a chamada reserva de segurança do Tesouro também aumentou e hoje é suficiente para cobrir mais de seis meses de pagamentos da dívida. Além disso, houve aumento na procura pelo Tesouro Direto, com mais brasileiros investindo em títulos públicos.

Apesar desses indicadores, o estoque da dívida pública federal cresceu e chegou a 8 trilhões e 840 bilhões de reais em fevereiro, um aumento de mais de R$ 199 bilhões em relação a janeiro. Em análise de conjuntura, indicando os principais fatores que impactaram na gestão da dívida em fevereiro, o documento destaca elementos como preocupações com a inconstitucionalidade das tarifas impostas por Donald Trump e as tensões geradas pela guerra no Irã.

O Tesouro explica que esses fatores estimularam a busca por segurança. No cenário doméstico, a curva de juros apresentou instabilidade ao longo do mês, reagindo a expectativas quanto à política monetária local e ao cenário externo incerto.

Conheça mais detalhes do Relatório Mensal da Dívida Pública Federal em tesourotransparente.gov.br.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo