Desocupação cai para 5,2%, a menor taxa desde 2012, diz IBGE
Segundo a da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas em novembro deste ano, o menor contingente já registrado. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas atingiu novo recorde, com cerca de 103 milhões de trabalhadores.
30/12/2025
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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012. Os dados são do IBGE.

Segundo a pesquisa, 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas no período, o menor contingente já registrado. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas atingiu novo recorde, com cerca de 103 milhões de trabalhadores, o que elevou o nível de ocupação para 59% da população com 14 anos ou mais.

De acordo com o Instituto, o resultado reflete a manutenção do mercado de trabalho em patamar elevado ao longo de 2025, o que reduziu a pressão por busca de emprego. Outro indicador apontado na pesquisa foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,5%, também a menor da série histórica. Esse índice considera pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego.

Na análise por atividade econômica, o crescimento da ocupação no trimestre foi puxado principalmente pelo grupo de administração pública, educação, saúde e serviços sociais. Na comparação anual, também houve aumento no setor de transporte, armazenagem e correio.

A pesquisa também mostra que a taxa de informalidade ficou em 37,7%, abaixo dos índices registrados no trimestre anterior e no mesmo período do ano passado. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,4 milhões, o maior já registrado pela pesquisa.

O IBGE revelou ainda que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores alcançou R$ 3.574, novo recorde da série, com crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual. Com isso, a massa de rendimentos do trabalho somou R$ 363,7 bilhões, quase R$ 20 bilhões a mais do que no mesmo período de 2024.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo