O acesso à internet ficou mais igualitário entre pessoas brancas, pretas e pardas no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença racial caiu de 12 pontos percentuais em 2016 para apenas 1,6 em 2024.
De acordo com a pesquisa, hoje 90% das pessoas brancas com 10 anos ou mais acessam a internet, número praticamente igual aos 88,6% das pessoas pardas e 88,4% das pretas. O Ministério das Comunicações informou que os dados refletem o acesso à internet em comunidades quilombolas, áreas rurais e periferias para melhorar a educação, a informação, serviços públicos e mercado de trabalho.
Uma das ações, segundo o órgão, é o programa Computadores para Inclusão, que doa equipamentos recondicionados a regiões historicamente excluídas. Em Porto Alegre, 55 computadores foram entregues a dez organizações do Movimento Negro. Em Salvador, notebooks e antena de internet via satélite foram levados à Comunidade Quilombola Pitanga de Palmares. A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional que deve beneficiar 44 comunidades quilombolas.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.