O Brasil registrou a menor taxa de desemprego da série histórica, com índice de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Os dados são da PNAD Contínua e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa caiu um ponto percentual. Isso representa mais de 1 milhão de pessoas que deixaram a condição de desemprego, passando de 7,3 milhões para 6,2 milhões no país. Em relação a 2022, a queda é ainda mais expressiva, de 5,4 pontos percentuais.
O levantamento também aponta aumento na renda dos trabalhadores. O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.679, o maior já registrado, com crescimento de 2% no trimestre e de 5,2% em um ano. A massa total de rendimentos alcançou R$ 371 bilhões, com alta de 6,9% no período de 12 meses.
Segundo o IBGE, o avanço da renda está ligado à maior demanda por trabalhadores e à ampliação do emprego formal, especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões.
A pesquisa mostra ainda queda no desalento, que atinge pessoas que desistiram de procurar emprego. Já a taxa de informalidade recuou para 37,5% da população ocupada.
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no país e acompanha, trimestre a trimestre, a evolução do emprego e da renda em milhares de domicílios brasileiros.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.