Constituição começa a ser traduzida para línguas indígenas mais faladas
Entre setembro e outubro, representantes do governo acompanharam a entrega da primeira parte do texto traduzido diretamente às comunidades indígenas nos estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Nessas ocasiões, lideranças locais, tradutores tradicionais, professores e equipes técnicas participaram da validação do conteúdo traduzido.
03/11/2025
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O governo federal iniciou o processo de tradução da Constituição Federal de 1988 para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil: Tikuna, Kaiowá e Kaingang.

A iniciativa integra o programa Língua Indígena Viva no Direito, realizado em parceria entre a Advocacia-Geral da União, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e organizações da sociedade civil.

Entre setembro e outubro, representantes do governo acompanharam a entrega da primeira parte do texto traduzido diretamente às comunidades indígenas nos estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Nessas ocasiões, lideranças locais, tradutores tradicionais, professores e equipes técnicas participaram da validação do conteúdo traduzido.

Além da Constituição, também serão traduzidos a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que trata dos direitos de povos indígenas e tribais, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. As traduções passam por processos de revisão comunitária, para garantir que o texto seja compreendido e reconhecido pelos falantes das línguas originárias.

De acordo com o governo federal, as próximas etapas do projeto incluem a conclusão das traduções, novas rodadas de validação com as comunidades e a produção dos materiais para disponibilização pública.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade