O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) aprovou ajustes nos tetos dos valores dos imóveis financiáveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
A decisão complementa medidas adotadas em novembro e amplia o acesso ao financiamento habitacional para famílias das faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 4.700. O objetivo é ampliar o alcance do programa, com taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
Os ajustes atualizam os limites dos imóveis em municípios com população entre 300 mil e 750 mil habitantes. Os reajustes variam de 4% a 6%. Com isso, os tetos passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil.
Nas capitais regionais com mais de 750 mil habitantes, o teto chega a R$ 260 mil. Nas metrópoles, R$ 270 mil. Nas metrópoles e capitais regionais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, o limite passa a ser de R$ 255 mil.
A medida inclui mais 75 municípios e beneficia cerca de 52 milhões de pessoas. Todas as capitais das regiões Norte e Nordeste foram contempladas com reajuste, ampliando o alcance da política habitacional nessas regiões.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço informou que os ajustes se somam ao orçamento do FGTS para 2026, que prevê R$ 160,5 bilhões, com R$ 144,5 bilhões destinados à habitação. Também estão mantidos os subsídios para redução do valor de entrada, com previsão de R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé