O Brasil defendeu o fortalecimento da integração entre países da América Latina e do Caribe durante reunião internacional realizada no sábado, 21 de março, em Bogotá. Em discurso do presidente Lula, lido pelo chanceler Mauro Vieira na X Cúpula de Chefes dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a região foi apontada como estratégica e não deve ser tratada como área de influência de outros países.
O evento ocorre em momento particularmente desafiador para a América Latina e Caribe, caracterizado por intensificação da polarização regional e de pressões extrarregionais. O ministro enfatizou que uma região desarticulada favorece o crime organizado. A fala também lança luz ao apoio do Governo do Brasil à presidência colombiana da Celac, a fim de estimular parcerias extrarregionais do agrupamento.
O discurso do presidente Lula destacou ainda ações conjuntas no combate ao crime organizado, incluindo controle do fluxo de armas, combate à lavagem de dinheiro e regulação de criptomoedas. Na fala, ele citou o Projeto de Lei Antifacção, iniciativa do Governo do Brasil que visa a fortalecer o enfrentamento às facções criminosas no país.
Outro ponto abordado no texto lido por Mauro Vieira foi a defesa da democracia, com alerta para riscos como desinformação e uso indevido de inteligência artificial, que podem afetar eleições e a segurança da população.
Na área econômica, o Brasil defende que a região aproveite melhor seus recursos naturais, como minerais usados em tecnologias e energia, para garantir mais valor agregado e desenvolvimento interno. A América Latina tem a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo. Também foram citadas no discurso lido por Mauro Vieira propostas para melhorar a infraestrutura, com integração de estradas, energia e transporte entre os países Latino-Americanos e Caribenhos.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo