A capacidade de armazenagem agrícola do Brasil chegou a mais de 231 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa aumento de 1,8% em relação ao semestre anterior. O número de estabelecimentos também cresceu, passando para 9.624 unidades, alta de 1,2%.
Todas as regiões, com exceção do Nordeste, registraram avanço. O Norte liderou com crescimento de 4,2% no número de armazéns, seguido pelo Centro-Oeste (1,9%), Sudeste (1,1%) e Sul (0,5%). O Rio Grande do Sul mantém a liderança nacional, com 2.454 unidades, à frente de Mato Grosso (1.787) e Paraná (1.382).
Os silos continuam predominando na infraestrutura de armazenagem, com 123,2 milhões de toneladas de capacidade útil, o equivalente a pouco mais de 53% do total nacional. Os armazéns graneleiros e granelizados – aqueles próprios para armazenar produtos a granel, ou seja, não ensacados - somam 84,2 milhões de toneladas, enquanto os convencionais respondem por 23,8 milhões, registrando leve queda.
Desde 1997, a capacidade total de armazenagem no Brasil mais que dobrou, impulsionada pelo crescimento da produção agrícola e pela adoção de estruturas modernas, como silos e armazéns graneleiros.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.