Caged: CadÚnico responde por 98% dos empregos gerados em 2024
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que beneficiários de programas sociais ocuparam 1,6 milhão de vagas formais; governo federal destaca combate ao preconceito e políticas de incentivo à formalização. Números também mostram redução da desigualdade.
17/06/2025
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O Brasil registrou em 2024 a maior redução da desigualdade social dos últimos anos. É o que apontam os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Pelo relatório, quase 99% das vagas formais criadas no ano passado foram preenchidas por pessoas inscritas no Cadastro Único. Para o governo federal, o principal motor dessa mudança veio das famílias de baixa renda.

Das quase 1,7 milhão de vagas, mais de 1,2 milhão foram ocupadas por beneficiários do Bolsa Família. De acordo com o governo, parte desse resultado é atribuída à Regra de Proteção do Bolsa Família, que garante metade do benefício por até dois anos após o ingresso no mercado formal. Somente este mês, mais de 3 milhões de famílias estão protegidas por essa regra.

Ainda segundo o governo, a política de valorização do trabalho também inclui qualificação profissional, estímulo à contratação e segurança para trabalhadores sazonais, como os do campo. Além disso, entre janeiro e abril deste ano, 75% das novas vagas já foram ocupadas por pessoas do CadÚnico, com destaque para mulheres.

Um estudo da FGV Social baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apontou que a renda do trabalho das famílias mais pobres cresceu 10,7% em 2024. Para a instituição, o ritmo está acima da média nacional e também ajudou a reduzir as desigualdades.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade