Os líderes do BRICS defenderam nesse domingo (6), no Rio de Janeiro, mais recursos dos países desenvolvidos para apoiar ações climáticas em nações em desenvolvimento. O pedido foi incluído na declaração oficial da 17ª cúpula do bloco, que também reafirma o compromisso com o Acordo de Paris e a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.
O documento destaca a importância de uma transição energética justa, ordenada e inclusiva, com redução das emissões de gases de efeito estufa. Os países também apoiaram a realização da COP30, prevista para ocorrer em Belém (PA), e o avanço nas negociações de um tratado global contra a poluição plástica.
Os chefes de Estado reforçaram que é essencial o financiamento climático acessível e com custos viáveis. Afirmaram que essa responsabilidade cabe aos países desenvolvidos, de acordo com os compromissos assumidos na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e no Acordo de Paris.
Na declaração, os líderes do BRICS também incentivaram doações ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposta brasileira que prevê pagamentos por desempenho para preservação ambiental. O modelo destina pelo menos 20% dos recursos a comunidades indígenas e tradicionais.
Além da mudança do clima, o grupo pede mais apoio financeiro internacional para combater a desertificação e proteger a biodiversidade. A cúpula também deve aprovar a Declaração-Marco sobre Finanças Climáticas.
A posição do bloco foi construída a partir de negociações iniciadas pelo Grupo de Trabalho de Meio Ambiente do BRICS, com base em declaração conjunta dos ministros da área assinada em abril, em Brasília.
O BRICS é formado por 11 países e representa 48% da população mundial e 40% do PIB global. O encontro deste ano tem como lema o fortalecimento da cooperação do Sul Global para uma governança mais inclusiva e sustentável.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade