Após retirar o país do Mapa da Fome da ONU em 2025, o Governo do Brasil reforça a atuação em 500 municípios com maior número de famílias em risco de insegurança alimentar grave. A estratégia adota o Protocolo Brasil Sem Fome, que define fluxos integrados de atendimento para identificar, atender e acompanhar pessoas sem acesso regular à alimentação. Todos os municípios podem aderir de forma voluntária.
A iniciativa articula o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O atendimento começa na Atenção Primária à Saúde, com a aplicação da Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar (Tria). As informações registradas no sistema do SUS são integradas ao Cadastro Único, o que permite a priorização dessas famílias em programas sociais, como o Bolsa Família.
Os municípios que aderirem recebem apoio técnico do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisans). O apoio inclui o mapeamento de ações locais e a definição de um fluxo prioritário de atendimento. A estratégia já foi testada em projeto-piloto nos municípios de Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Salvaterra e Ponta de Pedras, cidades que pertencem à Ilha do Marajó, no Pará.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Dilson Santa Fé