O Brasil recebeu nesta quinta-feira (18) a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. Com o reconhecimento, o país passa a ser o único de dimensão continental a alcançar esse resultado.
A certificação indica que o Brasil manteve a taxa de transmissão do HIV de mãe para filho abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças em menos de meio caso por mil nascidos vivos, conforme os critérios estabelecidos pela OMS. Os dados consideram a infecção durante a gestação, o parto ou a amamentação.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 95% das gestantes tiveram acesso ao pré-natal, à testagem para HIV e ao tratamento quando necessário. O processo de certificação teve início em junho deste ano, com o envio de relatório técnico à OPAS e à OMS.
Entre 2023 e 2024, o país também registrou redução de 13% no número de mortes por aids. Os óbitos passaram de mais de 10 mil para cerca de 9,1 mil, o menor índice em mais de 30 anos, segundo dados oficiais.
A queda está associada à ampliação do diagnóstico, ao início mais precoce do tratamento e à adoção de estratégias de prevenção combinada, como o uso da PrEP, da PEP, dos testes rápidos e dos autotestes.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade.