O Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), pela FAO, a Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura.
Esse marco significa que o país voltou a ter menos de 2,5% da população em situação de subnutrição — ou seja, com acesso insuficiente a alimentos. Na prática, representa um avanço importante no combate à fome e à desigualdade, diz o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
De acordo com o ministério, a saída do Mapa da Fome é resultado direto do fortalecimento de políticas sociais que têm impacto real no dia a dia das famílias mais vulneráveis. Segundo o governo federal, nos últimos dois anos, mais de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave.
Entre as ações apontadas pelo governo estão a reformulação do programa Bolsa Família, com mais foco em crianças, gestantes e educação; a volta da política de valorização do salário mínimo; e a criação de 1,7 milhão de empregos formais.
Com aumento de renda ao conquistar um emprego estável ou uma melhor condição financeira como empreendedores, cerca de um milhão de famílias superaram a pobreza e deixaram de receber o benefício do Bolsa Família em julho de 2025.
Além disso, segundo o MDS, o apoio estruturado à agricultura familiar foi responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
Outro destaque anunciado foi a redução da pobreza extrema: de 9% em 2021 para 4% em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo