O Brasil registrou, em 2025, o menor número de casos de malária desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Segundo o Ministério da Saúde, também houve queda de 30% dos casos mais graves da doença, e de 28% no total de óbitos. Em 25 de abril foi celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária.
A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego, e, no Brasil, os casos se concentram principalmente na região amazônica. Não há transmissão direta entre pessoas. Os principais sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, suor intenso, dores no corpo, náuseas e cansaço. Em situações mais graves, pode haver dificuldade para respirar, convulsões e alteração da consciência. A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde ao apresentar sintomas, principalmente se estiver em áreas de risco. O diagnóstico e o tratamento são gratuitos pelo SUS, e a doença tem cura.
Entre as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para a eliminação da doença está a ampliação do acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março deste ano, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.
Para se prevenir da doença, a orientação é usar repelente, mosquiteiros, roupas que cubram braços e pernas e manter portas e janelas protegidas com telas. O Ministério da Saúde reforça que o diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são fundamentais para evitar complicações e interromper a transmissão.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade