O Brasil registrou o menor índice de desmatamento em unidades de conservação federais da Amazônia desde 2008. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram queda de 74% em relação a 2022, com 134 quilômetros quadrados desmatados entre agosto de 2024 e julho de 2025. No Cerrado, a redução foi de 62%, o segundo menor índice da série histórica.
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade informaram que o destaque foi o fortalecimento da fiscalização, a reativação de conselhos participativos e a retomada de políticas voltadas a comunidades tradicionais como fatores decisivos para a queda.
A meta do governo federal é zerar o desmatamento até 2030 e fortalecer o papel das áreas protegidas na preservação dos biomas e na estabilidade climática. Segundo o governo, foram criadas e ampliadas 14 unidades de conservação federais desde 2023, somando cerca de 550 mil hectares, além de 59 reservas particulares.
O anúncio dos resultados foi feito durante visita presidencial à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, às vésperas da COP30, que vai ser realizada em Belém. O governo brasileiro leva à conferência a mensagem de que investir em áreas protegidas é uma das formas mais eficazes de combater a mudança do clima.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Claudimário Carvalho.