O Brasil utiliza menos da metade do potencial de suas hidrovias, apesar de ter a maior rede hidrográfica do planeta e cerca de 12% da água doce mundial. Hoje, o país conta com cerca de 41 mil quilômetros de vias fluviais, dos quais 21 mil são navegáveis. Mesmo assim, apenas 48% da capacidade economicamente viável é explorada. O país conta hoje com dez hidrovias principais, entre elas as do Amazonas, Madeira, Paraguai, Paraná-Tietê e Tocantins-Araguaia.
No Rio Amazonas, principal eixo logístico da região, a navegação atende cerca de 9 milhões e duzentas mil pessoas em 29 municípios do Amapá, Amazonas e Pará, e garante o abastecimento de combustíveis, alimentos e outros produtos essenciais em áreas mais remotas.
Consideradas estratégicas para a integração territorial, os caminhos fluviais são menos poluentes, têm menor custo de implantação e operação, além de reduzir acidentes e perdas de carga. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o governo quer ampliar investimentos no setor, com dragagem, sinalização náutica, modernização de trechos críticos e concessões. Para isso, foi estruturado o Plano Geral de Outorgas Hidroviário, que organiza os trechos aptos à exploração privada.
O plano classifica os projetos em três grupos: estratégicos, de navegação consolidada e não consolidados com potencial. Entre os considerados estratégicos estão trechos como Amazonas - Barra Norte, Tapajós, Madeira, Paraguai (Norte e Sul), Lagoa dos Patos - Lagoa Mirim e Tocantins. Os projetos passam por Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade