A aviação civil brasileira fechou 2025 com resultados históricos. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o país registrou os maiores volumes de passageiros, oferta de assentos e eficiência operacional desde o início da série histórica, em 2000.
Ao longo do ano, 129,6 milhões de passageiros foram transportados em voos domésticos e internacionais. O número supera em mais de 9% o recorde anterior, de 2019, e confirma a retomada consistente do setor aéreo.
No mercado interno, o país ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 milhões de passageiros em um único ano, com 101,2 milhões. Já os voos internacionais somaram 28,4 milhões de passageiros, também recorde histórico.
A oferta acompanhou o crescimento da demanda. Em 2025, foram disponibilizados 159,5 milhões de assentos, com destaque para os voos internacionais, que tiveram aumento superior a 14%. A taxa de ocupação das aeronaves alcançou os maiores níveis já registrados, acima de 83% nos voos domésticos e 85% nos internacionais.
O avanço do setor também impulsionou a indústria nacional. A Embraer ampliou em 18% a entrega de aeronaves, o número de fabricantes brasileiros certificados dobrou e o país aprovou o primeiro balão fabricado no Brasil.
Para os passageiros, os resultados apareceram no bolso. A tarifa média anual caiu para R$ 647,67, com redução real acumulada de quase 11% desde 2022. Mais da metade das passagens vendidas em 2025 custou menos de R$ 500.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lademir Filippin