Autorizado tratamento para Lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes
Anvisa amplia uso de medicamentos por pacientes mais jovens, que contam com menos opções terapêuticas para tratamento
21/07/2026
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Crianças a partir de 5 anos de idade e adolescentes poderão usar um novo medicamento para tratamento de lúpus eritematoso sistêmico ativo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, aprovou nessa segunda-feira (20) a ampliação de uso do medicamento Benlysta®️ (belimumabe) para esse grupo.

A aprovação do uso como tratamento complementar é exclusivo por meio de caneta aplicadora para pacientes com alto grau de atividade da doença. Outro requisito é que os pacientes estejam em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) pediátrico é uma doença autoimune crônica, grave, com maior risco de dano orgânico ao longo do tempo quando comparado ao lúpus em adultos.

O principal benefício da medida é que, com o uso de canetas para aplicação subcutânea, a necessidade de deslocamentos a centros de infusão poderá ser reduzida, trazendo maior conforto aos pacientes.

Outro medicamento que teve ampliação de uso aprovada para a faixa etária pediátrica é o Ocrevus® (ocrelizumabe), para tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente. Agora, o medicamento pode ser indicado para pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg.

O Ocrevus® é um anticorpo monoclonal recombinante que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença. No público pediátrico, essa condição é considerada rara e corresponde a aproximadamente 3% a 5% dos casos. A doença costuma apresentar atividade inflamatória significativa nos pacientes mais jovens, maior frequência de surtos e potencial impacto sobre o desenvolvimento cognitivo, educacional e social.

Com redação de Danielle Popov, da Agência Rádio Gov, em Brasília, José Carlos Andrade.