O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou, nesta quinta-feira, que o governo não interfere nas investigações em andamento e que os órgãos de controle têm liberdade para atuar. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
A operação resultou na prisão preventiva de 16 pessoas e no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. Entre os presos está o então secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal.
Segundo o ministro, assim que teve conhecimento da ação policial, foi determinada a exoneração do secretário-executivo. Wolney Queiroz anunciou ainda a nomeação do procurador federal Felipe Cavalcante e Silva, que exercia a função de consultor jurídico do ministério, para o cargo.
Durante a entrevista, o ministro destacou que o Ministério da Previdência Social não foi alvo de mandados judiciais e que a pasta segue colaborando com as investigações. Wolney Queiroz afirmou que o objetivo é identificar os responsáveis pelas fraudes, punir os envolvidos e recuperar os recursos desviados.
De acordo com o ministério, cerca de quatro milhões de aposentados e pensionistas já foram ressarcidos de descontos não autorizados, totalizando R$ 2,7 bilhões. As investigações também resultaram no bloqueio de R$ 2,8 bilhões pertencentes aos investigados.
Felipe Cavalcante e Silva assume agora a coordenação administrativa do ministério e o apoio direto às políticas públicas da pasta, incluindo a supervisão das secretarias e a articulação com o Instituto Nacional do Seguro Social.
Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Lucilly Araújo