O Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciaram, nessa terça-feira (11), durante a COP 30, em Belém (PA), o Mutirão contra o Calor Extremo, iniciativa global voltada ao enfrentamento das altas temperaturas causadas pela crise climática.
A ação é liderada pela Presidência da COP 30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O objetivo é acelerar o uso de soluções sustentáveis de refrigeração e fortalecer a resiliência das cidades ao calor. Mais de 185 cidades e 80 instituições já aderiram à estratégia, que integra o Compromisso Global de Resfriamento (Global Cooling Pledge), copresidido pelo Brasil e pelos Emirados Árabes Unidos.
O plano apresentado prevê a redução de 68% das emissões de gases de efeito estufa até 2050, além de aumentar em 50% a eficiência dos novos aparelhos de ar-condicionado.
No Brasil, o mutirão será implementado por meio do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima; das Cidades; e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Mais de 60 cidades brasileiras já aderiram à iniciativa, que prevê mapeamento de riscos, ampliação de áreas verdes, incentivo a edificações com resfriamento passivo e maior eficiência energética.
Também foi lançado o segundo relatório de Monitoramento Global de Resfriamento, sob liderança do PNUMA. O documento analisa o avanço das temperaturas, a demanda crescente por refrigeração e as disparidades no acesso a tecnologias sustentáveis.
Da Agência Rádio Gov, em Belém, Diego Freitas