O Novo Acordo do Rio Doce foi tema de um painel realizado nessa quinta-feira (13), na COP 30, em Belém. Conduzido pela Casa Civil da Presidência da República, o encontro destacou que o acordo fortaleceu a governança multissetorial, ampliou a participação social e criou um modelo de financiamento climático estruturado. Foram discutidos também temas como transição energética justa, justiça climática, segurança hídrica e gestão de riscos.
O debate ocorreu no Pavilhão Brasil da Zona Azul e reuniu representantes dos órgãos envolvidos no acordo, homologado em novembro de 2024. O instrumento foi criado como repactuação do termo firmado em 2016, com o objetivo de ampliar ações de reparação, que ocorre em três dimensões: danos individuais, ambientais e socioeconômicos, incluindo medidas voltadas a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
O Novo Acordo do Rio Doce direciona R$ 170 bilhões para a reparação. São R$ 100 bilhões para ações públicas ao longo de 20 anos, R$ 32 bilhões para indenizações individuais e obrigações das empresas e R$ 38 bilhões já executados desde 2015 por meio da Fundação Renova.
Da Agência Rádio Gov, em Belém, Diego Freitas