Mutirão contra o Calor Extremo ganha força na COP30
Iniciativa lançada antes da conferência e liderada pela Presidência da COP30 em parceria com o PNUMA já mobiliza mais de 150 cidades no enfrentamento das ondas de calor e na busca por soluções de resfriamento sustentável.
11/11/2025
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Por Inez Mustafa | COP30

Repórter: O calor extremo já é uma das consequências da crise climática e um dos maiores desafios para cidades do mundo todo. Durante a COP30, em Belém, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o PNUMA, lançou o relatório Global Cooling Watch 2025 e promoveu o Mutirão contra o Calor Extremo.

A iniciativa é liderada pela Presidência da COP30, em parceria com a Coalizão pelo Resfriamento, e já reúne mais de 150 cidades, do Rio de Janeiro à  Nairóbi, comprometidas em enfrentar as ondas de calor e garantir o acesso ao resfriamento sustentável. Durante o evento, a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, destacou que o aumento das temperaturas já provoca meio milhão de mortes por ano e reforçou a urgência de garantir acesso ao resfriamento sustentável:

Inger Andersen: O acesso ao resfriamento deve ser tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água, energia e saneamento, porque o resfriamento salva vidas e mantém economias, escolas e hospitais funcionando. Mas, quando falamos em  resfriamento, por favor, não pense apenas em ar-condicionado, porque não podemos sair dessa crise do calor apenas com ar-condicionados.

O vice-ministro do Meio Ambiente e da Mudança do Clima do Brasil, Adalberto Maluf, lembrou que o país tem enfrentado recordes de calor e que o mutirão representa uma oportunidade para fortalecer a adaptação climática nas cidades.

Adalberto Maluf: Esperamos que, por meio do Mutirão, possamos ajudar e apoiar os prefeitos a compreender, com bons dados e com base na ciência, o que precisam fazer, quais são as medidas e as soluções baseadas na natureza, o que precisam realizar e como obter financiamento para implementar essas soluções.

Repórter: O Mutirão contra o Calor Extremo já conta com mais de 80 parceiros e deve alcançar 200 cidades, sendo 80 no Brasil. A meta é clara: transformar a adaptação ao calor em uma política pública global e garantir que o direito de viver em um ambiente saudável e seguro seja realidade para todo